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Ministério Público investiga morte de servidor após denúncia de falta de médico em pronto atendimento

Prefeitura de Aliança do Tocantins Reprodução/Google Street View O servidor público Francisco Edmar de Sousa Máximo morreu após sofrer uma parada cardiorrespira...

Ministério Público investiga morte de servidor após denúncia de falta de médico em pronto atendimento
Ministério Público investiga morte de servidor após denúncia de falta de médico em pronto atendimento (Foto: Reprodução)


Prefeitura de Aliança do Tocantins Reprodução/Google Street View O servidor público Francisco Edmar de Sousa Máximo morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória decorrente de um infarto agudo em Aliança do Tocantins, no sul do estado. O caso é investigado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) após denúncia de que o paciente procurou o pronto atendimento da cidade, mas supostametne não havia médico na unidade. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A Secretaria Municipal de Saúde de Aliança informou que "em nenhum momento o município ficou sem assistência médica ou sem profissional médico disponível" e que devido a privacidade do paciente e de seus familiares, não serão divulgados detalhes do caso. O município ainda disse que não foi informado sobre a investigação, mas que encontra-se à disposição do Ministério Público (veja nota completa abaixo). O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e está adotando as medidas cabíveis para a apuração dos fatos. O g1 solicitou posicionamento ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren-TO), mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Conforme o Portal da Transparência, Francisco Edmar era contratado pelo município e trabalhava como vigia, lotado na Secretaria de Administração, desde março de 2025. As informações sobre a investigação da morte foram publicadas na edição de 26 de outubro do Diário Oficial do MPTO. No documento, é relatado que o servidor procurou a unidade de saúde no dia 18 de junho de 2026, mas recebeu a informação de que não havia médico plantonista e, por isso, foi atendido pela equipe de enfermagem e liberado. 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"Acervo preliminar reunido no caderno informativo evidencia indícios de possíveis deficiências operacionais, ausência de profissional médico em regime de plantão no pronto atendimento de urgência e descumprimento de protocolos assistenciais básicos de saúde no âmbito da rede municipal de Aliança do Tocantins", afirmou a promotoria. Para analisar o caso, o órgão ministerial solicitou que o município apresente uma série de documentos para comprovar a escala de plantão e a realização de atendimentos na unidade, tais como: Remessa de cópia integral do prontuário médico, ficha de triagem, boletim de atendimento hospitalar e registros eletrônicos de acolhimento do paciente nos dias 18 e 19 de junho de 2026; Cópia da escala oficial dos médicos e profissionais de enfermagem escalados e presentes na unidade de pronto atendimento nas datas referidas, acompanhada dos respectivos controles de ponto biométrico ou folhas de frequência assinadas; Esclarecimentos técnicos sobre os fluxos e protocolos vigentes para atendimento de urgências cardiovasculares no município; Informação pormenorizada sobre a instauração de sindicância. A promotoria também solicitou que o CRM-TO e o Coren-TO se manifestem sobre a existência de procedimento de fiscalização ou apuração ético-disciplinar instaurado a respeito da conduta dos profissionais envolvidos. Íntegra da nota da Secretaria Municipal de Saúde de Aliança do Tocantins A Secretaria Municipal de Saúde de Aliança do Tocantins vem a público esclarecer informações que estão sendo divulgadas acerca do atendimento ao paciente Francisco Edimar de Sousa Máximo. Inicialmente, é importante destacar que em nenhum momento o município ficou sem assistência médica ou sem profissional médico disponível para atendimento à população. Dessa forma, não procede a informação de que o município estava sem médico ou que houve desassistência ao paciente. Em relação à ocorrência mencionada nas publicações, esclarecemos que toda a assistência necessária foi prestada pela equipe de saúde, com acompanhamento médico e adoção das condutas e protocolos técnicos cabíveis diante da situação apresentada. Por respeito aos princípios éticos que regem os serviços de saúde, ao sigilo profissional e à preservação da privacidade do paciente e de seus familiares, não serão divulgados detalhes clínicos ou informações específicas relacionadas ao caso. A Secretaria Municipal de Saúde lamenta profundamente o ocorrido e manifesta solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor. Até o Presente momento o Município de Aliança do Tocantins não foi oficialmente informardo quanto à instauração de investigação. No entanto encontra-se permanentemente à disposição do Ministério Público do Tocantins, dos demais órgãos de controle e da imprensa para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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